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Guerras modernas e conflitos históricos Fórum dedicado a assuntos sobre as guerras no Oriente Médio e outras guerras mundiais.

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Antigo 03/01/2007, 11:42   #1
IgorMaxx
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Post [ - Super Matéria - ]Mísseis ar-ar russos - AAM

*Fonte.:Sitesdearmas,Rosoboro.



AA-2 `ATOLL' (R-3 e R-13)

O AA-2 Atoll é o codinome da OTAN para o míssil russo R-3. Entrou desenvolvimento em 1958 pela OKB-134 que recebeu a tarefa de copiar o AIM-9B Sidewinder. Provavelmente os Sidewinder foram adquiridos após um AIM-9B ser disparado por um F-86 Sabre de Taiwan contra um Mig-17 Chinês e não explodiu durante a batalha de 28 de setembro de 1958. O míssil ficou agarrado na fuselagem Mig sem explodir e voltou para base. A vantagem do AIM-9 era o projeto modular que facilitava a fabricação e a modernização e era bem simples o que tornou relativamente fácil de copiar

A primeira variante foi o R-3S que entrou em serviço em 1962 no Mig-21F-13. Foram várias variantes desenvolvidas em paralelo ao AIM-9. A versão com radar semi-ativo seria equivalente ao AIM-9C que não foi adiante. O R-3R guiado por radar tinha um nariz maior e mais pontudo. O projeto foi iniciado em 1961 e entrou em serviço em 1966. Era apontado pelo radar de banda J (10 a 20 GHz) do Mig-21.

No fim da década de 60 a versão melhorada R-13M (AA-2 'Atoll-C' na OTAN) entrou em desenvolvimento. A versão R-131M1 apareceu no fim da década de 70 e era ainda mais manobrável com canards semelhantes a do AIM-9J.
Foi fabricado sob licença na Índia, na România como A-91 e na China como PL-2 e PL-3.

O R-3S tem forma semelhante ao AIM-9B com nariz arredondado. O canard delta é bem parecido assim como os rollerons cauda. Com o AIM-9B só podia engajar alvos no hemisfério traseiro. Era muito impreciso abaixo de 300m mas a 18.500m o alcance sobe para 8 km. Como os Sidewinder da época, o R-3 tinha limite de lançamento de 2 g´s. A versão radar era ainda pior a baixa altiude e melhor olhando para cima. O R-13M lembra externamente o AIM-9E com nariz mais pontudo e era melhor a baixa altitude.

O R-3S equipou o MiG-21PF, MiG-21bis, MiG-23S, MiG-23MS, MiG-23M, MiG-23MF, MiG-23B, MiG-27, Su-17, Su-20 e Su-22. O R-3R foi usado pelo MiG-21S (SM, SMT e MiG21bis) e pelo MiG-23S (MS). O R-13M e R-13M1 são levados pelos modelos finais do MiG-21s, MiG-23s, MiG-27s, Su-17s, Su-20s e Su-22s.

Os primeiros Atoll entraram em serviço no Rússia em 1962. A versão semi-ativa apareceu em 1966 e a R-13M no meio da década de 70. A versão R-13M1 deve ter entrado em serviço em 1980. A produção parou em 1983 mas mísseis reformados ainda foram vendidos até o fim da década de 80. A versão de treino é o R-3U e a inerte é o R-3P (P = prakticheskaya, pratica).

Foi exportado para o Afeganistão, Angola, Arzebaijão, Argélia, Bangladesh, Bielorussia, Bulgária, Camboja, China, Congo, Coréia do Norte, Croácia, Cuba, Egito, Eslováquia, Etiópia, Finlândia, Geórgia, Guine, Hungria, Iêmen, Índia, Iraque, Iugoslávia, Cazaquistão, Laos, Líbia, Madagascar, Mali, Moçambique, Moldavia, Mongólia, Nigéria, Peru, Polônia, Republica Checa, România, Síria, Somália, Sudão, Ucrânia, Vietnã e Zâmbia. Foi fabricado na China como PL-2 e nas versões melhoradas PL-3 e PL-5.

O Atoll foi usado em combate no Vietnã, pela Índia contra o Paquistão, pelo Iraque contra o Irã e nas guerras Árabes-israelenses. A Índia cita uma taxa de acerto de 13% enquanto o Iraque cita um valor parecido contra o Irã. O valor é semelhante ao desempenho dos modelos equivalentes do Sidewinder.

Dados Técnicos:




R-3S


R-3R


R-13M


Comprimento


2.827mm3.417mm2.870mm
Diâmetro


127mm127mm127mm
Envergadura


528mm528mm632mm
Peso


75,3kg82kg88kg
Ogiva


11.3kg11.3kg11.3kg
Espoleta


contato contate e radarcontato


Um Mig-21 Finlândia disparando R-13M.


Um R-3S e um R-3M nas asas de um Mig-23.


Um Mirage israelense danificado por um R-3 egípcio durante a guerra de 1973.







-



AA-3 `ANAB' (R-8, R-30, R-98)

AA-3 Anab é o codinome da OTAN para o míssil ar-ar russo R-8, R-30 e R-98 projetado para atacar bombardeiros voando alto e que equipam os caças Su-9/Su-11 `Fishpot', Su-15/Su-21 `Flagon' e Yak-28P `Firebar'.

O projeto iniciou na década de 60 para um míssil com alcance de 12km. Teria versão IR e por radar semi-ativo. O míssil original chamado de R-8M com a versão chamada de R-8MT e a de guiamento por radar de R-8MR. O R-8M1 tinha alcance maior e foi chamado de R-30. Já o R-98 e R-98M tinham alcance maior.

O R-8M tinha comprimento de 3,3m para a versão IR e 3,6m para a versão radar, diâmetro de 220mm e peso de 275kg. Já o R-30 pesa 293kg com alcance de 14km. O R-98 pesa 300kg e tem alcance de 24km e mínimo de 2km com ogiva de 40kg.

O míssil tem quatro barbatanas de controle nariz e quatro asas delta no meio do corpo. Usa um motor de aceleração e outro de sustentação no meio do corpo com exaustores laterais. O R-8M com sensor infravermelho 8M-TGM só atacava alvos por trás. O R-98MT tem sensor IR todo aspecto.

O R-8M entrou em serviço na Rússia em 1963, o R-8M1 em 1965, o R-98 em 1967 e o R-98M em 1976. Foi exportado para a Alemanha, Bielorussia, Bulgária, Eslováquia, Hungria, Polônia, República Checa, România e Ucrânia.
No dia 5 de setembro de 1983 um Su-15 usou um Anab para derrubar um Boeing 747 coreano que saiu da rota e foi confundido com uma aeronave espiã americana.
Um par de Anab no interceptador Su-15 Flagon. Nos cabides da fuselagem estão dois casulos com canhões.




-




AA-5 `ASH' (R-4)

O AA-5 `ASH' (R-4) é o codinome da OTAN para o míssil ar-ar R-4. Foi projetado para contrapor a ameaça de bombardeiros voando alto. O desenvolvimento foi entre 1958 a 1964 especificamente para equipar o interceptador de longo alcance todo tempo Tu-128 Fiddler. Existe na versão com guiamento por radar semi-ativo R-4R e por infravermelho R-4T. A versão melhorada R-4RM e R-4TM permitiu a capacidade de disparo para alvos voando baixo e com alcance maior

O R-4 tem configuração com quatro asas delta na parte central do corpo e quatro barbatanas de controle na cauda. O R-4RM tem 5,45m de comprimento e o R-4TM 5,2m de comprimento. O diâmetro é de 315mm e a envergadura 1,32m. Os mísseis pesam 500 kg e a ogiva 53,5kg.

O R-4 entrou em serviço em 1965 e o R-4M em 1975. Foi exportado para a Alemanha, Argélia, Bielorussia, Bulgária, Eslováquia, Polônia, República Checa, România e Ucrânia.


Quatro R-4 nas asas de um Tu-128. A versão IR só engaja alvos por trás.

-



AA-6 `ACRID' (R-40, R-46)

AA-5 Acrid é o codinome da OTAN para o míssil ar-ar russo R-40. Foi desenvolvido no fim da década de 60. Foi o primeiro míssil de Terceira Geração russo junto com AA-7 e AA-8. A versão com guiamento infravermelho é o R-40T e a versão guiada por radar é o R-40R. Foram melhorados continuamente com o R-40D, R-40D1, R-46TD e R-46RD.

A versão com guiamento semi-ativo são vistos com pouca freqüência e apenas a versão infravermelha foi comercializado na década de 90. Foi visto no Su-21 `Flagon', Su- 22 `Fitter', MiG-25 `Foxbat' e MiG-31`Foxhound'. O Mig-25 geralmente leva dois mísseis IR e dois com guiamento por radar.

O Acrid tem forma similar ao AA-3 Anab mas é muito maior, com quatro barbatanas de controle em delta no nariz, e asas deltas no meio do corpo com quatro barbatanas de controle traseiro. O comprimento é de 6,2m com 355mm de diâmetro e envergadura de 1,8m. A ogiva pesa 35kg e o peso total é de 472kg.

Quanto o piloto russo Viktor Belenko desertou em 1976 com um Mig-25 equipado com mísseis Acrid os russos tiveram que fazer uma versão com melhores contramedidas e sensor mais sensível para contrapor prováveis contramedidas criadas pelos ocidentais após testarem o míssil. Essa versão se chama R-40D, ou R-46 desenvolvida para o Mig-31, que pesa 467kg na versão IR enquanto a versão com radar com ogiva de 55kg pesava 472kg.

O Acrid tem exaustores laterais sugerindo que tem motor acelerador seguido de um motor de sustentação. A velocidade máxima é tida como Mach 5. A estrutura de titânio e o radome de cerâmica permitem suportar as altas temperaturas atingidas nesta velocidade. Ao contrário de outros mísseis do mesmo tamanho o Acrid é disparado de trilho.

O Acrid foi projetado para alvos a médio alcance voando alto, provavelmente com comando de guiamento de meio curso ou inercial seguido de guiamento terminal semi-ativo e IR. Existe uma antena voltada para trás abaixo da cauda. Em uma interceptação a aeronave é direcionada para o alvo com datalink terra-ar. No alcance apropriado o piloto liga o radar e ilumina o alvo com onda contínua fase terminal após disparar os mísseis. No caso do Mig-25 é usado em conjunto com o radar Smerch-A (tornado A). O alcance mínimo é de 500m e máximo de 35km na versão R-40 enquanto a versão R-46 tem alcance de 50km na versão IR e 60km para a versão radar.

O sensor IR é um T-40A que opera na banda de 3 a 5 microns enquanto os modelos finais usam o sensor 35T2. O sensor IR pode ser apontado por sensores IRST do Mig-31 para interceptação silenciosa com o uso do datalink terra-ar. A espoleta pode ser por antena radar ativa e espoleta laser pois tem quatro janelas laterais.

Entrou em serviço em 1974 enquanto o R-40D em 1980. Foi comercializado até 1996 e vendido para o Afeganistão, Argélia, Bielorussia, Cazaquistão, Hungria, Iraque, Líbia, Polônia, Síria, Ucrânia e Vietnã.

No dia 13 de fevereiro de 1981 Israel fez uma armadilha contra os Mig-25 sírios. Dois RF-4E serviram de isca com dois F-15 escondidos atrás de uma cadeia de montanhas. Os RF-4E entraram no espaço aéreo sírio e foram perseguidos por Mig-25P. Os F-15 subiram escondidos por nuvens de chaff e os radares sírios não conseguiram dar o alerta por estarem sendo jameados. Os F-15 conseguiram derrubar um Mig-25 com um Sparrow. Os sírios se vingaram depois com dois Mig-21 servindo de iscas. Dois F-15 decolaram para interceptar mas foram engajados por dois Mig-25 que atacaram de frente e outro por trás. O que engajou de frente perdeu o trancamento e não conseguiu disparar e foi derrubado. O que engajou de lado disparou um R-40 a 40km acertando.

Durante a guerra do Golfo em 1991 um Mig-25PD Foxbat iraquiano conseguiu evitar as escoltas de F-14 e F-15 e derrubou um F/A-18C da US Navy com um R-40 e disparou contra um A-6 e atacou um A-7. Outro Foxbat engajou oito F-15 que estavam fazendo varredura de caças, depois disparou três mísseis contra os EF-111A Raven do pacote de ataque e os perseguiu. Os Raven estavam apoiando os F-15E o que levou a perda de um F-15E para mísseis SAM. O Foxbat evitou a interceptação e pouso com segurança.


Seção traseira do R-40 mostrando a suposta antena do datalink e os exaustores laterais.


Versão IR do R-40 em um Mig-25.





-



AA-7 `APEX' (R-23, R-24)

AA-7 Apex é a designação da OTAN para o míssil ar-ar de médio alcance R-23. Foi desenvolvido no fim da década de 60 com uma versão com guiamento IR (R-23T) e radar semi-ativo (R-23R). Uma versão melhorada foi desenvolvida no fim da década de 70 com a designação R-24. O Apex foi projetado para interceptar aeronaves manobrando e mísseis cruise voando baixo. Foi instalado no MiG-23 `Flogger B/F/G', MiG-25 `Foxbat' e MiG-29 `Fulcrum'.

O Apex era o equivalente russo do Sparrow mas era bom mesmo contra bombardeiros e disparando para cima. Os russos compararam com mísseis Sparrow AIM-7E capturados e acharam melhor em alcance e contramedidas.

O Apex tem quatro asas triangulares em delta fixas no meio do corpo e quatro estabilizadores fixos no nariz e quatro barbatanas de controle na cauda.

A versão IR tem 4,16m de comprimento e 200mm de diâmetro com envergadura de 1,04m. O R-23 pesava 222kg e tinha alcance máximo de 25km. A ogiva pesava 25kg. O R-23T só podia engajar alvos por trás e tinha guiamento de meio curso para alvos a longa distância. Um sensor mais sensível chamado 23T4 permitiu engajar alvos voando baixo e com capacidade "all-aspect". A versão R-24T pesava 235kg e tinha alcance máximo de 50km. A ogiva pesa 35kg. Foi instalado no Mig-23MLD.

O manual do Mig-23 cita vários dados de alcance do R-23 e compara com o Sparrow para o caso de combate a longa distância. O R-23RT a baixa altitude tem alcance de traseiro 4km e 11km frontal chega a no máximo 17km. Disparado do alto chega ao 25km frontal ou 8-10km traseiro. O alcance mínimo é de 4-6 km a grande altitude e 1,2km a baixa altitude e por trás. O míssil é capaz de puxar 4g´s e consegue atingir alvos manobrando a 5 g's. Já o R-24RT tem alcance a baixa altitude de 4km por trás e 11km frontal com alcance máximo de 17km. O alcance máximo a grande altitude é de 35km frontal e 20km por trás. O alcance mínimo é de 2.5km frontal e 500m por trás. O míssil é capaz de puxar 7 g's e é capaz de atingir alvos manobrando a 7 g´s.

A versão radar tinha 4,46m de comprimento com 200mm de diâmetro e pesava 222kg. O alcance é de 25km. O radar semi-ativo operava na banda J (10 a 20GHz). A versão R-24R pesa 235kg e com alcance aumentado para 50km. O novo sensor podia detectar alvos voando a 40 metros a até 25km. As versões IR e radar do R-24 podem interceptar alvos manobrando a até 8g´s.

O Apex entrou em serviço em 1973 na versão R-23 e em 1981 na versão R-24. Foi exportado para o Afeganistão, Alemanha, Argélia, Angola, Bielorrusia, Bulgária, Coréia do Norte, Cuba, Eslováquia, Etiópia, Índia, Iraque, Kazaquistão, Líbia, Polônia, România, Republica Checa, Síria, Sudão, Ucrânia e Iugoslávia. Foi construído sob licença na România como A-911.

Foi usado no Líbano em 1982 pela Síria e na década de 80 pelo Iraque e Angola. A Rússia cita que é melhor que o Sparrow pois na batalha do vale de Bekaa o Sparrow falhou muito e o Python 3 foi responsável pela maioria dos Kill. Mas o R-60 foi o melhor míssil russo na batalha. Fontes sírias citam várias vitórias contra aeronaves israelenses mas não confirmadas. Em 6 de junho de 82 um Mig-23 derrubou um drone BQM-34 israelense. Em 7 de junho de 1982 três Mig-23MF atacaram caças F-16 que foram detectados a 23km e relatam duas vitórias com disparo de Apex a 9km e outro a 8km de distância. Os pilotos sírios foram derrubados depois. Em 8 de junho de 1982 dois Mig-23MF engajaram caças F-16 detectados a 20km e disparou um R-23 a 7km mas foi derrubado por um Sidewinder de outro F-16. Em 9 de junho de 1982 dois Mig-23MF atacaram um grupo de F-16 e citam derrubar um a 6-7 km com um R-23 mas foi derrubado depois por um Sidewinder.

No fim da década de 80 os Mig-23MF cubanos dispararam vários R-23 contra caças sul africanos derrubando pelo menos 2 sem sofrer perdas. No dia 27 de setembro de 1987 ocorreu uma nova escaramuça com quatro Mirage F-1CZ enfrentando um grupo de Migs que atacavam forças terrestres em Angola. Um Mig de escolta disparou um míssil R-23/AA-7 Apex que atingiu a aeronave do Capitão Arthur Percy. A aeronave foi danificada gravemente e destruída durante o pouso.

Os iraquianos usaram o míssil R-23R/T junto com os Mig-23 desde setembro de 1982. Tinham o mesmo problema dos americanos no Vietnã com seus AIM-7 que não conseguia manter o acompanhamento do alvo. Os iraquianos dispararam 40 mísseis R-23R/T com acerto em um F-4E e um C-130. Pararam de usar em 1984. O Mig-23 foi um grande desapontamento. No inicio era visto como a resposta aos caças iranianos, mas era complexo de manter os eletrônicos, pouco manobrável e só tinha boa aceleração para fugir. Os iraquianos usavam táticas soviéticas, com os caças guiados por radares em terra. Subiam a toda velocidade, ligavam o radar, disparavam no alcance máximo e depois fugiam. Consideravam qualquer disparo como sendo um "kill".

No engajamento de 1989 entre os Mig-23 labéus e os F-14 da US Navy, a 80km da costa da Líbia, por oito minutos os Mig-23 apontaram para os F-14 para tentar disparar seus R-23. Depois de varias tentativas de se distanciar dos migs os F-14 os migs foram designados como hostis e os F-14 engajaram .

Disparo de um AA-7 Apex de um Mig-23MF indiano.


O Apex era a arma principal do Mig-23 e usava a tática russa de levar um míssil guiado por IR e outro por radar ao mesmo tempo. O míssil guiado por IR era disparado primeiro para não seguir as emissões do míssil guiado por radar.


Um Apex do lado do seu sucessor, o Alamo.


-




AA-8 `APHID' (R-60)

AA-8 `Aphid' é a designação da OTAN para o míssil de terceira geração russo R-60. O Aphid foi desenvolvido no fim da década de 60 e inicio da década de 70 para substituir os AA-2 Atoll. O R-60 é um dos menores mísseis ar-ar pesando apenas 43kg. É barato e pode ser levado em grande quantidade, até para autodefesa de aeronaves de ataque e helicópteros. Foi projetado para combate caça x caça e sem muito limite mínimo de disparo e alcance maior que o canhão.

Pode ser levado no MiG-21 `Fishbed', MiG-23 `Flogger', MiG-25 `Foxbat', MiG-29 `Fulcrum', MiG-31 `Foxhound', Su-17 `Fitter D', Su-22 `Fitter J', Su-24 `Fencer', Su-27 `Flanker', Su-21 `Flagon', Su-25 `Frogfoot' e Yak-38 `Forger'. A Finlândia integrou nos seus treinadores Hawk. O MiG-21 e MiG-31 foram vistos com dois mísseis montados em cabides duplos no lançador das asas. Quatro Aphid já foram vistos no helicóptero Mi-24 `Hind D' e `Hind E' no cabide interno e em 1997 foi instalado nos SA330L Puma romenos modernizados.

O R-60 usa guiamento por infravermelho com um sensor Kolmar (mosquito) da Arsenal da Ucrânia e já foi noticiado versões com guiamento por radar semi-ativo mas nunca vistos.

O AA-8 tem quatro canards fixos e quatro barbatanas de controle no nariz, com quatro asas deltas de corda longa na cauda com quatro rollerons. Os canards são chamados de desestabilizadores para melhorar o controle da cauda em grande angulo alfa. O míssil tem 2,08 m de comprimento, diâmetro de 130mm, envergadura de 43cm e pesa 43kg. Tem duas espoletas de radar ativo logo atrás das barbatanas de controle e um strake único no corpo. A espoleta padrão é a Strizh (swift) com sensor ótico e pode ser substituída pela Kolibri por radar ativo com o míssil tendo a designação R-60K. A ogiva pesa de 3kg e é fragmentada.

Os Aphid iniciais eram apenas "tail aspect", só engajando o alvo por trás e com alcance máximo de 3km. O alcance prático é de 4km. O míssil é muito ágil e a aeronave pode disparar durante manobras de até 7g´s contra alvo manobrando a até 8g's. A única limitação é ogiva que precisa de acerto direto.

A versão melhorada R-60TM foi desenvolvida no inicio da década de 80 e acreditasse que tenha espoleta por laser ativo e capacidade todo aspecto. O sensor usa nitrogênio para refrigeração e tem ângulo de visada de +/-20 graus. Tem comprimento de 2,09m, diâmetro de 120mm e pesa 45kg. O alcance mínimo é de 200m e o Maximo de 10km. A ogiva é maior pesando 3.5kg.

A versão R-60TMK provavelmente pode usar a mira montada no capacete do Mig-29. Em 1997 a empresa Arsenal ucraniana mostrou um sensor IR chamado UA-96 com mais quatro detectores IR montados externamente para serem usados em modernizações do R-60. Acreditasse que possa detectar alvos a até 10km e tem campo de visão de +/- 45 graus e acompanha alvos cruzando a 30 graus por segundo.

O AA-8 Aphid é fabricado pela Molniya com apoio da Vympel e entrou em serviço na Rússia em 1973 e a partir de 1982 com a versão R-60TM. Foi vendido para o Afeganistão, Alemanha, Argélia, Angola, Azerbaijão, Bielorussia, Bulgária, China, Coréia do Norte, Croácia, Cuba, Eslováquia, Geórgia, Hungria, Iraque, Índia, Iugoslávia, Kazaquistão, Líbia, Malásia, Polônia, Republica Checa, România, Síria, Sudão, Ucrânia e Vietnã. Foi fabricado sob licença na Romania como A-95 e mais recentemente como A-960. A versão de treino é chamada UZ-62 e UZR-60.

Um F-15 israelense foi atingido por um AA-8 sírio na batalha do Vale de Bekaa no Líbano em 1982. O AA-8 danificou a entrada de ar e o motor esquerdo mas a aeronave conseguiu pousar.

Após o colapso da URSS em 1990 os Mig-25 da Bielorussia armados com o R-60M destruíram vários carros de combate armênios em conflitos na fronteira.






O Aphid é disparado do trilho APU-60.


Um cabide duplo nas asas de um Mig-31.


A Sérvia modificou o AA-8 em 1999 para disparo do solo como míssil superfície-ar. O lançador é uma conversão de em um chassi de canhão rebocado M55A3B1 de 30mm com dois mísseis montados em cabides invertidos com alcance máximo de cerca de 4 km. Foi usado durante o conflito de Kosovo em 1999 mas não se sabe os resultados.


Disparo R-60MK a partir de um Hawk da Finlândia.


No dia 10 de agosto de 1999 um Mig-21 indiano disparou um AA-8 contra uma aeronave de reconhecimento Atlantic do Paquistão após invadir a fronteira.

:t :t :t


Última edição por IgorMaxx : 03/01/2007 às 11:51.
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Antigo 03/01/2007, 12:15   #2
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Porra Igor, boa materia, agora o R-46 IR num MiG-31 num seria uma ameaça aos F-22 nao?
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Antigo 03/01/2007, 12:30   #3
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Porra Igor, boa materia, agora o R-46 IR num MiG-31 num seria uma ameaça aos F-22 nao?
Alcance dos AIM-120D é bem maior.
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